ALONGAMENTO: FAÇO OU NÃO?
24/03

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Selo No Pain No Gain TRainer-01Antes de começar a malhar, você se alonga? E depois? Acha importante? Na coluna No Pain, No Gain desta segunda (24), o professor Marcos Pudo, da Trainer, explica quando é necessário fazer esses exercícios e quando não é.

Fala-se muito, tanto na área de educação física quanto nos meios de comunicação, sobre a importância do alongamento. Muitos artigos colocam em xeque o que se tinha como verdade, que era fazer alongamento antes e depois da atividade física.

Para entender: o alongamento é o método utilizado para melhorar a capacidade física, a flexibilidade e também é um coadjuvante no processo de aquecimento (elevação da temperatura corporal) em todas as modalidades esportivas, competitivas ou não.

O alongamento induz o músculo à complacência, que é o grau de relaxamento ou distensibilidade durante esses exercícios. Esse processo pode levar à diminuição da capacidade do músculo de contrair e relaxar.

No que diz respeito ao treinamento dentro de academias, precisamos dividir os exercícios em duas modalidades: os aeróbios e os anaeróbios. Os primeiros são exercícios com baixa a moderada intensidade. Nestes casos, pode-se utilizar o alongamento sem decréscimo do seu desempenho. As modalidades ou treinamentos ditas anaeróbias devem usar os alongamentos com inteligência.

Hoje vamos falar do primeiro grupo. Nos treinamentos aeróbios, predomina a característica cíclica, ou seja, o padrão de movimento é repetido da mesma forma, como correr, nadar, pedalar, fazer ginástica ou elíptico. Isso faz com que a intensidade não possa ser muito alta e a amplitude de movimento também não.

A intensidade do impulso elétrico mandado pelo sistema nervoso central aos músculos é de baixo potencial de ação, recrutando predominantemente as fibras de resistência (TIPO I e TIPO II a).

A velocidade com que fazemos esses movimentos é de pequena a moderada, não exigindo do músculo rapidez, contração e relaxamento e, por isso, não é influenciada pelo grau de complacência do músculo, que é induzido pelo alongamento.

Nos exercícios com características aeróbias podemos fazer alongamento até o ponto de dor, e não tentarmos vencer este limite, pois quando ocorre antes da prática esportiva não tem como objetivo aumentar a flexibilidade, mas sim preparar a musculatura para a prática.

É importante destacar que os estudos atuais que falam da influência negativa dos exercícios de alongamento sobre o desempenho esportivo, são artigos escritos em sua maioria fora do país, onde os alongamentos são feitos em série, ou seja, um mesmo grupo muscular é submetido aos exercícios em tempos variando de 30 a 90 segundos, e de 3 a 4 séries.

No Brasil, poucos fazemos dessa forma, principalmente dentro das academias. Orientamos para um exercício de determinado grupo muscular com o tempo de 20 a 30 segundos. E, por isso, não alterando a complacência do músculo, consequentemente, não influenciando negativamente o exercício.

Realidade
Várias pessoas se negam a fazer o programa de ginástica laboral oferecido gratuitamente pelas empresas. Possivelmente por desconhecimento ou por se sentirem acomodados e incomodados. Neste caso, os exercícios de alongamento têm como objetivo aumentar a temperatura corporal e fazer com que o fluxo de sangue seja maior nesses grupos musculares alongados, diminuindo a tensão muscular, os desconfortos com dores lombares, cervicais e nos joelhos. E, obviamente, aumentando os desempenho profissional.

Moral da história: Tire a bunda da cadeira do escritório e vai treinar.


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